Quinta-feira, Dezembro 20, 2007
Amo berinjela. É um ingrediente saudável e versátil. Vira e mexe invento alguma coisa. Esta receita não é uma criação minha, pois é bem conhecida, mas resolvi testar mais uma forma de preparar o legume. É bem fácil de fazer e serve de acompanhamento de pratos quentes ou saladas.
BERINJELA ASSADA
berinjela
tomate
manjericão
azeite
sal
pimenta
lascas de parmesão
Corte a berinjela em rodelas de 1 cm. Faça o mesmo com o tomate. Forre uma fôrma com papel-manteiga untado com óleo. Pincele as rodelas de berinjela com azeite (dos dois lados) e tempere com uma pitadinha de sal. Ajeite as rodelas na fôrma. Em cada uma delas ponha uma folha de manjericão e, por cima, uma rodela de tomate, regue com um fio de azeite, salpique com mais um pouquinho de sal e leve ao forno médio por cerca de 40 minutos. Quando estiver assado, ponha as lascas de parmesão e leve novamente ao forno por mais uns 10 minutinhos.
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Há um tempão não fazia galinhada, mas uma porção de sobrecoxas no freezer me inspirou a reviver o prato. Acrescentei as ameixas para dar um toque adocicado.
GALINHADA COM AMEIXA
5 sobrecoxas de frango sem pele
2 dentes de alho
1 cebola
1 ¼ de arroz cru lavado
Cerca de 12 ameixas secas sem caroço
1 colher (chá) de cúrcuma
1 cubo caldo de galinha
4 xícaras de água fervente
2 colheres (sopa) de óleo
Sal
Tempere as sobrecoxas com os dentes de alho picados, sal, pimenta e metade da cúrcuma. Esquente uma panela, ponha o óleo e doure as sobrecoxas dos dois lados. Junte a cebola picada em cubos, refogue um pouco. Acrescente o arroz, a cúrcuma restante, as ameixas e o cubo de caldo. Refogue um minutinho e adicione a água. Abaixe o fogo e cozinhe, mas sem deixar secar toda a água, porque é bem que fique úmido. Sirva em seguida.
Dica: se gostar, acrescente ½ xícara de ervilhas congeladas na hora de colocar o arroz (não pus porque não tinha em casa, mas fica muito bom).
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Quarta-feira, Novembro 28, 2007
Taí um prato que está no meu Top 5. A polenta sempre foi referência na minha família: a da minha avó – era ela quem cozinhava em casa − era divina. Tanto que, quando eu era criança, fui a um médico com minha tia e ele me perguntou o que eu comia pra ficar tão bonitinha. Não hesitei na resposta: “Polenta com molhinho”. Foi uma gargalhada só. Anos depois ele me viu novamente e perguntou se eu era a menina da polenta com molhinho... Era, né.
Minha vó fazia polenta com molho à bolonhesa: uma camada de polenta, uma de molho, outra de polenta, mais uma de molho e queijo parmesão ralado por cima. Uma travessa enorme, claro. Comíamos com ovo frito. Pode parecer bizarro, mas a combinação é insuperável.
Em casa eu prefiro fazer com calabresa. Além de ser mais prático, acho muito saboroso. Também aderi à modernidade do fubá pré-cozido. Pode não ser muito ortodoxo, mas é fácil que só (uma bênção não ter de ficar hooooras mexendo a polenta...). O ovo frito de gema mole foi mantido à risca.
Depois de adulta vim a saber que polenta é prato típico dos italianos do norte (de onde minha família veio). Achei a tradição da polenta ainda mais bonita e sigo fazendo.
POLENTA COM MOLHO DE CALABRESA
Molho:
1 lingüiça calabresa defumada
1 lata de tomate pelado
1 cebola
¼ de xícara de vinho tinto seco
1 colher (chá) de semente de erva-doce
Sal e pimenta a gosto
Polenta:
1 xícara de fubá pré-cozido
1 ½ xícara de leite
2 xícaras de água
1 colher (sopa) de manteiga
Sal
Para o molho: tire a pele da calabresa e fatie. Pique a cebola em cubinhos e os tomates em pedaços grandes. Refogue a calabresa numa panela em fogo baixo (não é necessário colocar óleo). Quando começar a dourar, junte a erva-doce e a cebola. Refogue até a cebola ficar transparente e acrescente o vinho. Tampe a panela e deixe ferver até quase evaporar por completo. Junte os tomates pelados com o líquido e a pitada de açúcar. Deixe apurar 10 minutos. Prove o sal e acrescente mais, se for preciso.
Para a polenta: misture todos os ingredientes numa panela e misture bem. Leve ao fogo mexendo sem parar até engrossar (um fuê ajuda muito nessa hora). Cozinhe por mais 3 minutos (não pare de mexer).
Sirva a polenta com o molho por cima e queijo parmesão ralado na hora. (Aqui nós ainda comemos com ovo frito de gema mole. Prove!)
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Domingo, Novembro 18, 2007
Tava procurando um bolo que levasse iogurte, maçã e mel e, por incrível que pareça, não encontrei nenhuma receita que englobasse uma combinação tão óbvia de ingredientes. Daí resolvi fazer uma receita básica de bolo de iogurte e acrescentar os demais itens. O resultado foi ótimo: bolo fofinho, úmido e saboroso. Vale a pena provar. (Da próxima vez tentarei com banana. Mnham, mnham!)
BOLO DE IOGURTE, MAÇÃ E MEL
1 copo de iogurte natural (200 ml)
3 colheres (sopa) de mel
1 colher (sobremesa) de canela em pó
4 ovos
½ copo (use o do iogurte para medir) de óleo
1 ½ copo de açúcar
2 copos de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
1 pitada de sal
2 maçãs descascadas e cortadas em cubos
manteiga e farinha para untar a fôrma
Preaqueça o forno em temperatura média. Unte e enfarinhe a fôrma (usei uma redonda de 24,5 cm de diâmetro para o bolo ficar alto. Se preferir bolo mais fino, use uma fôrma maior).
No liquidificador bata os 6 primeiros ingredientes por 3 minutos. Numa tigela, ponha a farinha, o fermento e o sal. Junte o líquido batido aos poucos, mexendo com um batedor manual (fuê) até ficar homogêneo. Despeje na fôrma e salpique com os pedaços de maçã. Asse até dourar.
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Um tabule não é simplesmente uma salada de trigo. Muita gente pensa isso. E eu mesma pensava assim tempos atrás, até uma libanesa me dizer que o tabule não é uma salada de trigo, e sim com trigo. Ou seja, o trigo é um dos ingredientes, mas não deve estar em maior quantidade que os outros. Imediatamente entendi que o que os (maus) restaurantes fazem é um falso tabule, com um pedacinho de tomate lá, outro cá; uma folhinha de hortelã aqui e outra láááá longe, no meio daquele mundão de trigo.
Compreendido esse princípio tão básico, desenvolvi meu próprio tabule. As quantidades não são exatas, nem precisam ser. Só é necessário haver harmonia entre os ingredientes.
Prefiro usar o trigo para quibe grosso. Comprei no Empório Sírio (região da rua 25 de março, em SP) a granel. É bem melhor que o de saquinho do supermercado. Os grãos são maiores, hidratam melhor e são mais saborosos.
Também não é necessário deixá-lo de molho por horas em água fria. Lave-o bem numa peneira, coloque em uma panela com água e ferva por alguns minutos. O trigo hidrata rapidamente. Escorra muito bem e, quando amornar, esprema com as mãos para eliminar toda a água. Espere esfriar e está pronto para usar.
TABULE
½ xícara de trigo para quibe grosso
1 maço pequeno de hortelã
1 maço pequeno de salsinha
4 tomates italianos picados em cubos
½ cebola picada bem fininha
suco de 1 limão
azeite do bom
pimenta síria
sal
Ponha a cebola picada numa vasilha pequena e deixe marinando no suco de limão. Enquanto isso, hidrate o trigo conforme dito acima. Lave bem e pique (não precisa ser muito miúdo) a salsinha e a hortelã. Misture tudo, tempere com sal e pimenta síria a gosto. Regue tudo generosamente com um bom azeite, misture e pronto. Se quiser, deixe um pouco na geladeira para servir bem fresquinho.
Como acompanhamento, nada melhor que um bom quibe de bandeja.
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Quinta-feira, Setembro 20, 2007
Reciclando...
Publiquei esta receita em janeiro deste ano, mas fiquei muito frustrada por não ter colocado foto, já que na época estava sem máquina. Fiz novamente a salada hoje (uma delícia!!!) e resolvi republicá-la só pelo prazer de poder postar a imagem.
Tá um baita calor aqui em São Paulo e cheguei em casa louca pra comer uma comida saborosa, bem fresca e leve. A receita original é da Nigella. Como não tinha hortelã, usei rúcula, o que também não é nada mal! Taí:
SALADA FRESCA DE MELANCIA
½ maço de salsinha
½ maço de hortelã ou ½ maço de rúcula (ou as 2, por que não?)
½ cebola roxa média fatiada fina
10 azeitonas pretas (da mais gorda)
2 fatias médias de melancia
2 fatias grossas de queijo fresco
suco de 1 limão
azeite do bom
sal
pimenta-do-reino (opcional)
Deixe as fatias de cebola marinando no suco de limão por uns 15 minutos. Tire os talos da salsinha e da hortelã. Pique grosseiramente e ajeite num prato de servir grande. Por cima, ponha o queijo picado em cubos, a melancia também picada em cubos (não muito pequenos) e as azeitonas inteiras. Escorra a cebola (mas reserve o suco de limão) e distribua sobre a salada. Regue tudo com o suco de limão reservado e com azeite a gosto. Polvilhe com pimenta (se for usar) e sal. Sirva imediatamente.
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Domingo, Setembro 16, 2007
Esta foi a primeira receita que fiz do livro Larousse da cozinha italiana (vejam foto no post anterior). Ficou bom, mas eu caí na bobagem de acreditar piamente nas instruções e processar tudo junto. Isso fez com que as almondeguinhas ficassem muito homogêneas para meu gosto. Então, da próxima vez, farei diferente (do jeito que já deixei escrito abaixo).
POLPETTINE DE FRANGO
400g de peito de frango
250g de ricota
1 ovo
30g de parmesão ralado na hora
Noz-moscada e pimenta-do-reino moídas na hora a gosto
Sal
Adicionei por minha conta:
1 pitada de orégano
1 bom fio de azeite
Moa o peito de frango no processador e ponha numa vasilha. Amasse a ricota com um garfo e junte ao frango. Adicione os demais ingredientes e mexa.
Para provar o sal, uma dica: frite um pedaço pequeno da mistura e prove. Se precisar, acerte o tempero.
Faça bolinhas com a mistura. Para polpette, molde-as mais ou menos no tamanho de uma bola de pingue-pongue. Para polpettine, no tamanho de um brigadeiro “caprichado”.
Passe na farinha de trigo e frite. À parte, faça um molho de tomate a seu gosto e mergulhe as almôndegas. Deixe cozinhar por 15-20 minutos e sirva com a massa que lhe agradar.
Nota: se você tem o hábito ou se permite fazer frituras por imersão, certamente suas almondeguinhas ficarão muito saborosas. Como eu não tenho esse costume, frito numa panela antiaderente com no máximo 2 colheres (sopa) de óleo ou azeite. Vou rodando-as até ficarem douradas por igual.
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Quarta-feira, Setembro 12, 2007
Outro brinquedo novoooooooooo!
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Quarta-feira, Setembro 05, 2007
Brinquedo novoooooooooo!
(Não, não sou vegetariana, mas aaaaamo leguminhos!)
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!
Sábado, Setembro 01, 2007
Fiquei um tempinho sem postar mas estou de volta. Coordenar trabalho, casa e mais monografias de pós não é fácil. Ainda bem que passou!
Tô numa fase de comidas bem simples e caseiras. Ontem fiz esta sopa - ficou deliciosa, light e bem refrescante. Além de ser muito fácil de fazer, é bom pra variar a entrada: em vez de salada, uma sopa fria. Et pourquoi pas? (Me inspirei numa receita da Nigella Lawson, mas não a segui fielmente.)
SOPA FRIA DE BETERRABA COM IOGURTE
4 beterrabas médias ou 5 pequenas
1 copo de iogurte natural [usei o desnatado]
1 cubo de caldo de frango [usei aquele para arroz]
1 colher (chá) de cominho em pó
1 talo de cebolinha
Sal
Cozinhe as beterrabas no vapor até ficarem macias mas ainda firmes. Bata-as no liquidificador com o cubo de caldo dissolvido em cerca de 1 xícara de água morna. Junte o iogurte, o sal e o cominho. Salgue. Despeje numa vasilha e coloque o talo da cebolinha cortado ao meio no sentido do comprimento mergulhado na sopa. Tampe e leve à geladeira até ficar frio. Retire a cebolinha e sirva.
Salivou? Então deixe suas receitas e seus comentários!


Cozinho por prazer. Sempre ao som de rock. Sou CCR (Colecionadora Compulsiva de Receitas), glutona, gulosa e gourmet. Brigo com a balança. Gosto de comida farta, de encher a vista e dar água na boca. Valorizo as artes antigas de fazer massa, pão, licor e comida de casa e também acredito nas inovações, desde que sejam gostosas. Sou contra as restrições alimentares e o preconceito culinário. Do bom restaurante ao boteco, da comida de rua à comida caseira, do exótico ao arroz com feijão, se for saboroso, eu topo.
Julho - 2007