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Quarta-feira, Agosto 31, 2005


SÉRIE TROCADILHOS CULINARÍSTICOS 4






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Terça-feira, Agosto 30, 2005


SÉRIE TROCADILHOS CULINARÍSTICOS 3







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Quinta-feira, Agosto 25, 2005


A FESTA ITALIANA MAIS TRADICIONAL DE SÃO PAULO



Que São Paulo é a cidade mais italiana do Brasil, disso ninguém duvida. Aliás, é a terceira cidade mais italiana do mundo (fora as da Itália, lógico), só perdendo para Nova York e Buenos Aires. Nenhuma outra cidade brasileira tem tantas cantinas, tantas pizzarias e tantos descendentes de italiano, os "porpetas", como eu costumo carinhosamente chamar. Estima-se que no só Estado de São Paulo há 6 milhões de porpetas (descendentes) e, entre eles, alguns italianos legítimos.

Segundo dados do jornal O Estado de S. Paulo, no início do século XX circulavam na cidade de São Paulo quatro jornais em italiano e acredita-se que houve um tempo em que o idioma mais falado aqui era o italiano. Também, pudera, de 1870 a 1920, o Brasil recebeu cerca de 1,5 milhão de imigrantes italianos. Só para o Estado de São Paulo vieram 965 mil, ou seja, quase 70% do total.

Por isso aí e por tudo o mais, só aqui tem a Festa de Nossa Senhora da Achiropita, no Bixiga, o bairro mais porpeta da cidade, com barracas de comida italiana, vinho, muito Funiculi Funiculà rolando de fundo musical e muita, mas muuuuita gente mesmo. Fazendo o quê? Comendo, ora bolas!, como manda a boa e farta tradição italiana.

Eu, esta Lara que vos fala, como uma legítima porpeta e moradora desta cidade tão linda e múltipla, não poderia deixar de comparecer. Fui lá e comi a berinjela recheada que, na minha opinião, é a melhor iguaria da festa. Mas tem para todos os gostos: espaguete, polenta, pizza, fogazza e por aí vai.

Infelizmente, não consegui chegar à igreja para tomar as bênçãos da Nossa Sra. da Achiropita, mesmo não sendo católica. O lugar tava uma muvuca e foi impossível chegar lá. Uma pena. Mas ela me perdoa, tenho certeza.




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Segunda-feira, Agosto 22, 2005




Gente, esse finde eu vi o tal documentário Super Size Me. É aquele do americano que passou um mês comendo só no Mc Donalds, todas as refeições. Vale a pena ver. O sujeito não apenas comeu só Mc Donalds mas se comportou como a média dos americanos com relação a exercícios também. Agora não vou me lembrar direito, mas parece que eles dão em média 1.500 passos por dia, ou algo assim. Não tenho bem certeza do número, mas é pouco, bem pouco, tanto que o carinha tinha de pegar táxi algumas vezes para não extrapolar a cota de passos de um americano médio.

Mas por que eu tô falando disso num blog de culinária? Porque afinal o filme é sobre comida, não só o prato em si, mas o hábito, a propaganda, a mania e tantas outras coisas que transformaram os EUA numa das nações mais obesas do mundo (acho que a mais). Não é gente gordinha não, é gente obesa mesmo, que põe a saúde seriamente em risco porque come mal. Uma das coisas mais interessantes é quando ele mostra a comida nas escolas. Gente, que porcaria. A criançada pode escolher o que quer comer entre as diversas comidinhas trash e, obviamente, a maioria escolhe fatias de pizza tipo Pizza Hut, batatas fritas etc e tal. Óbvio que nenhuma delas vai pedir sanduíche de pão integral com moyashi e tofu (nem eu pediria, ha ha ha). Outra coisa inacreditável são as porções gigantes. Tem copo de coca super size em que cabem quase 2 litros de coca-cola. Isso é uma porção individual. É mole? É sim, é líqüido, doce e cheio de cafeína. Mas mole que isso impossível.

Eu particularmente achei um pouco sensacionalista (e poderia não ser??), um pouco nojento, mas tá valendo principalmente para que se valorize a velha e boa arte de cozinhar e de comer COMIDA DE VERDADE. Não que eu não goste de Mc Lixo, mas graças a Deus só como uma vez na vida outra na morte e nem sinto muita falta.

Se alguém quiser dar uma olhada no site, o endereço é www.supersizeme.com




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Sexta-feira, Agosto 19, 2005


SÉRIE TROCADILHOS CULINARÍSTICOS 2
Versão porpeta (italiana)






Tonno = atum




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Quinta-feira, Agosto 18, 2005


SÉRIE TROCADILHOS CULINARÍSTICOS 1
Versão ítalo-brasileira






Obs.: nem só de panelas e receitas vive a criatividade culinária.




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Segunda-feira, Agosto 15, 2005


Esse final de semana foi de mandar a dieta às favas. Aliás, tudo começou na quinta-feira, com risoto de tomate seco. Até aí, beleza. Na sexta teve festinha de aniversário na empresa e tinha morangos com chocolate, mousse de cupuaçu, pãezinhos, mousse de salaminho, antepasto de berinjela e bolo prestígio. É mole? Como diz o Zé Simão, é mole mas sobe. Sábado comi pizza e domingo fiz almoço para a família em casa. E é esse almoço que interessa. Fiz muitas coisinhas gostosinhas, o cardápio foi variado. Teve cebolas e mini-berinjelas assadas, legumes na manteiga com alecrim, filet mignon suíno assado com vinho e sálvia, tomates assados reacheados com muzzarella, arroz e lentilha com funghi. É essa última receita que vou deixar aqui, porque é uma delícia. É um rango bem típico italiano (os caras misturam funghi com tudo, até com feijão), fácil de fazer e digno de respeito.

Lentilha com funghi
Ingredientes:
- 500g de lentilha
- 1 xíc e meia de funghi seco
- 2 cubinhos de caldo de funghi
- 2 dentes de alho
- 1 cebola pequena
- 1 copo de vinho branco
- óleo
- azeite
- água o quanto baste
- sal a gosto

Deixe as lentilhas de molho na água fria por umas duas horas, depois jogue a água que não foi absorvida fora. Reidrate os funghi, deixando-os de molho na água morna pelo tempo indicado na embalagem (varia conforme o tipo de funghi que você usar). Transcorrido esse tempo, escorra-os e reserve a água da reidratação. Pique-os grosseiramente.

Numa panela grande coloque um fio de óleo e refogue o alho e a cebola muito bem picadinhos. Quando estiverem refogados, acrescente os funghi escorridos, refogue por mais uns minutinhos, mexendo sempre. Acrescente as lentilhas e a água dos funghi. Complete com água até cobrir as lentilhas e deixe cozinhar. Depois que estiver fervendo acrescente os cubinhos de caldo de funghi e o vinho.Deixe ferver mais um pouco e vá acrescentando água e mexendo sempre até as lentilhas estarem cozidas e cremosas, mas sem desfazer os grãos. Corrija o sal e sirva com um fio de azeite por cima. O azeite é bem importante aqui, faz realmente a diferença.

Dicas:
- Eu usei dois tipos de funghi, que era o que eu tinha em casa, um pouco porcini e um pouco funghi chileno. Também usei os cubinhos de caldo de funghi porque tinha em casa e quis realçar bem o sabor, mas acho que se usar outro caldo não vai ficar ruim não.
- Acho que se ao invés de água for usado um belo brodo para cozinhar a lentilha, também deve ficar ótimo.
- Os italianos comem isso num prato fundo, com muuuuuito azeite e pão. Apesar de amar pão, confesso que lentilha com pão não me apeteceu muito.

Obs: a fotinho peguei do site da Embrapa.



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Quinta-feira, Agosto 11, 2005


Ontem fiz um macarrão muito básico, mas bem saudável e nutritivo. A receita é simples e transcrevo aqui exatamente como fiz. Como minha despensa está quase vazia, não pude variar muito. Gostaria de acrescentar alguns ingredientes que deixo abaixo como dicas pra quem quiser incrementar o molho.


MACARRÃO COM MOLHO CREMOSO DE ABÓBORA
300g de macarrão de massa curta (usei penne tricolore)
1 xícara (cheia) de abóbora cambojã cozida e amassada
2 colheres (sopa) de bacon em cubinhos
1 cebola picadinha
3 dentes de alho picadinhos
2 ½ xícaras de leite
2 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manjericão picado
noz-moscada ralada na hora
sal e pimenta-do-reino

Refogue o bacon em 1 colher (sopa) de óleo até ficar tostadinho, mas não torrado. Junte o alho e refogue rapidamente. Junte a cebola e, quando murchar, acrescente a abóbora. Refogue uns 2 minutinhos. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada. À parte, dissolva a farinha no leite frio. Junte ao refogado de abóbora e cozinhe até engrossar. Deixe ferver por uns 3 minutos em fogo baixo. Desligue o fogo e junte o manjericão. Despeje o molho sobre o macarrão já cozido e coma com parmesão ralado na hora.

Dicas:
- eu adicionaria ½ xícara de vinho branco à abóbora refogada, antes de pôr o leite com a farinha;
- é possível também finalizar o prato com ½ lata de creme de leite ou uma boa colherada de requeijão, ou os dois, depende do olho grande;
- quem não gosta de manjericão (será que existe alguém?), pode usar salsinha, orégano, coentro (arght!) ou qualquer outra erva de agrado.




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Quarta-feira, Agosto 10, 2005


Essa é em homenagem à Lara, que AMA uma feijubinha. A julgar pelo poema do Vinícius de Moraes, não é só ela não.

Feijoada à Minha Moda
Vinicius de Moraes

Amiga Helena Sangirardi
Conforme um dia prometi
Onde, confesso que esqueci
E embora - perdoe - tão tarde

(Melhor do que nunca!) este poeta
Segundo manda a boa ética
Envia-lhe a receita (poética)
De sua feijoada completa.

Em atenção ao adiantado
Da hora em que abrimos o olho
O feijão deve, já catado
Nos esperar, feliz, de molho

E a cozinheira, por respeito
À nossa mestria na arte
Já deve ter tacado peito
E preparado e posto à parte

Os elementos componentes
De um saboroso refogado
Tais: cebolas, tomates, dentes
De alho - e o que mais for azado

Tudo picado desde cedo
De feição a sempre evitar
Qualquer contato mais... vulgar
Às nossas nobres mãos de aedo.

Enquanto nós, a dar uns toques
No que não nos seja a contento
Vigiaremos o cozimento
Tomando o nosso uísque on the rocks

Uma vez cozido o feijão
(Umas quatro horas, fogo médio)
Nós, bocejando o nosso tédio
Nos chegaremos ao fogão

E em elegante curvatura:
Um pé adiante e o braço às costas
Provaremos a rica negrura
Por onde devem boiar postas

De carne-seca suculenta
Gordos paios, nédio toucinho
(Nunca orelhas de bacorinho
Que a tornam em excesso opulenta!)

E - atenção! - segredo modesto
Mas meu, no tocante à feijoada:
Uma língua fresca pelada
Posta a cozer com todo o resto.

Feito o quê, retire-se o caroço
Bastante, que bem amassado
Junta-se ao belo refogado
De modo a ter-se um molho grosso

Que vai de volta ao caldeirão
No qual o poeta, em bom agouro
Deve esparzir folhas de louro
Com um gesto clássico e pagão.

Inútil dizer que, entrementes
Em chama à parte desta liça
Devem fritar, todas contentes
Lindas rodelas de lingüiça

Enquanto ao lado, em fogo brando
Dismilingüindo-se de gozo
Deve também se estar fritando
O torresminho delicioso

Em cuja gordura, de resto
(Melhor gordura nunca houve!)
Deve depois frigir a couve
Picada, em fogo alegre e presto.

Uma farofa? - tem seus dias...
Porém que seja na manteiga!
A laranja gelada, em fatias
(Seleta ou da Bahia) - e chega

Só na última cozedura
Para levar à mesa, deixa-se
Cair um pouco da gordura
Da lingüiça na iguaria - e mexa-se.

Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
- Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão...

Dever cumprido. Nunca é vã
A palavra de um poeta...- jamais!
Abraça-a, em Brillat-Savarin
O seu Vinicius de Moraes

Texto extraído do livro "Para viver um grande amor", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 97.




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Terça-feira, Agosto 09, 2005


Aí vai uma receitinha que fiz mais ou menos a olho, mas que ficou muito boa. Fazer licores é um ofício antigo que parece estar meio esquecido ultimamente. É uma pena, porque é muito, muito fácil. Olha só:


LICOR DE MORANGO
2 caixinhas de morango
cachaça q.b. (quanto baste)
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de água
2 bagas de cardamomo (opcional)

Numa panela, misture bem 1 xícara de açúcar com 1 xícara de água e mais as bagas de cardamomo (dê um talhinho no sentido do comprimento para liberar o sabor). Leve ao fogo e, quando ferver, conte 5 minutos. Em hipótese alguma mexa a calda enquanto ferve, senão açucara. Desligue o fogo e deixe esfriar.

Lave bem e pique o morango em pedacinhos. Coloque num vidro de boca larga (escalde antes com água fervendo) e despeje a cachaça até cobrir os morangos. Junte a calda (com cardamomo e tudo), lacre a boca do vidro com um filme plástico e tampe. Guarde dentro do armário por 7 a 10 dias. Uma vez por dia, agite levemente o vidro.

Passado o tempo de maceração, faça uma calda com 1 xícara de açúcar e 1 xícara de água, do mesmo modo que ensinado acima. Quando esfriar, coe o licor e junte essa calda. Guarde em garrafa (escalde antes com água fervendo). Se agüentar, espere uns 3 dias para beber, fica melhor ainda!




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Quarta-feira, Agosto 03, 2005


O livro Os sabores da Sicília, de Maria Montanarini, é uma bela viagem pelos sabores da ilha italiana. Há muitas receitas típicas, portanto, muitas coisas com peixe, aliche, berinjela e pimentão. E muitas frituras também. Ainda assim (apesar de eu nunca fazer frituras e delas não me apetecerem muito) o livro é de dar água na boca. Me lembra o tio de um amigo, Zio Toto, siciliano, que toma vinho branco à moda siciliana: lá pela metade da manhã ele pica pêssegos bem fresquinhos e coloca-os num copo alto. Completa com o vinho branco bem gelado e fica pensando na vida, macerando os pêssegos com uma colher, tomando umas goladas, servindo mais, e assim por diante, até o almoço chegar. Êta vidinha porca!

A verdade é que eu preciso tomar vergonha na cara e me redimir de minhas longas ausências desse blog. Seu sucesso deve-se 90% à Lara, que é quem cuida dele como de um filho. Eu sou meio relapsa, mas juro que vou tentar contribuir mais.

A receita de hoje é do livro que citei acima. Não a testei, mas parece ser uma delícia, tem tudo para ser uma delícia e parece não ter muito mistério.

Molho de nozes e pinoli (para massas)
Ingredientes:
- 40g nozes sem casca
- 10g de pinoli
- 50g de manteiga
- 1 xíc folhas de manjericão fresco
- 1 dente de alho em lascas
- ½ xíc de creme de leite
- sal e pimenta a gosto
- ½ xíc de queijo ralado

Modo de fazer:
Leve ao forno as nozes e os pinoli até secarem bem. Bata no liqüidificador e reserve ½ xíc do que foi processado.
Em uma frigideira antiaderente, derreta a manteiga sem deixar escurecer. Acrescente as nozes e os pinoli moídos até adquirir gosto, mexendo sempre. Pique bem as folhas de manjericão e o alho e junte tudo à mistura de nozes e pinoli. Quando secar, adicione o creme de leite e deixe em fogo baixo para ficar cremoso. Se for preciso, acrescente sal e, se quiser, um pouco de pimenta.

Cozinhe a massa em água e sal. Escorra e coloque a massa no molho (juro por todos os deusinhos que é assim que está no livro). Sirva com o restante das nozes e dos pinoli moídos por cima, com queijo ralado.




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Terça-feira, Agosto 02, 2005


Esta eu recebi por e-mail, de um site francês chamado Épices Rabelais. Eles fabricam um mix de especiarias que nós não temos aqui. Aliás, eles não falam o que vai no tal mix, só que são especiarias "exóticas" da Índia e África. Desse modo, traduzi a receita e omiti as especiarias, mas acho que isso não vai alterar a gostosura da torta. Você pode colocar as que sejam do seu gosto, como cominho, noz-moscada, pimenta-da-jamaica, canela, etc.

Não fiz nem provei a receita, mas achei a idéia tão interessante que resolvi postá-la. Além disso, tem aquele saborzinho agridoce maravilhoso que eu adoro. Está na minha lista de receitas "fazíveis", com certeza, mas se alguém provar antes, me conta depois!


TORTA INVERTIDA DE CEBOLAS À MODA PROVENÇAL

Massa
250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga
1 ovo
Sal
30 ml de água

Recheio
8 cebolas pequenas
2 colheres (café) de mel
45 g de açúcar mascavo
50 ml de vinagre branco
40 g de manteiga
ervas frescas bem picadinhas: 4 ramos de tomilho, 4 ramos de orégano, 6 folhas de alecrim, 4 folhas de sálvia
sal e pimenta-do-reino
manteiga para refogar

Para a massa, misture tudo muito bem, formando uma massa lisa e homogênea. Deixe repousar por 30 minutos na geladeira.

Enquanto isso, numa frigideira, refogue as cebolas inteiras num pouco de manteiga, em fogo baixo, até que fiquem translúcidas. No fim do cozimento, junte um pouco do mel. Deixe caramelizar levemente.

Numa fôrma redonda (já a que vai ser usada para assar a torta), ponha o açúcar e leve ao fogo até ficar um caramelo. Desligue o fogo. Junte o vinagre (muita calma nessa hora, porque espirra e tá muuuito quente) e os 40g de manteiga, aos poucos (em pedacinhos), mexendo bem. Ajeite as cebolas no fundo da fôrma, por cima desse caramelo. Salgue, apimente, salpique um pouquinho de açúcar e ponha as ervas picadinhas. Regue com um fio de azeite. Espere amornar.

À parte, com a ajuda de um rolo, abra a massa, formando um círculo um pouco maior do que a fôrma. Cubra as cebolas com essa massa, dobre as rebarbas para dentro da fôrma e faça furinhos na massa com um garfo.

Asse por 45 minutos em fogo médio-baixo ou até que a massa esteja dourada. Desenforme e sirva.

Obs.: a torta invertida é assada com a massa em cima e, depois de desenformada, é servida com a massa embaixo.




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