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Quarta-feira, Setembro 28, 2005


Galerinha, esta combinação é tudo de bom: coco com pimenta. Quem não provou ainda, ou acha exótico demais, eu recomendo. Fiz em casa e não sobrou nem pro dia seguinte! Não se preocupem porque a calda não fica muito picante. Mas para que fique assim, mais suave, é necessário limpar a pimenta, ou seja, tirar as sementinhas de dentro e também aquela partezinha branca onde ficam grudadas as sementes.

Falando em pimenta, minha próxima empreitada é fazer uma geléia de pimenta. Peguei uma receita outro dia e estou louca pra testar, mas ainda não deu tempo. Assim que fizer, publico aqui.


MANJAR DE COCO COM CALDA DE PIMENTA
Manjar
1 lata de leite condensado (395g)
1 caixinha de creme de leite (200g)
1 vidro de leite de coco (200ml)
2 claras em neve
1 pacote de gelatina em pó incolor sem sabor (12g)

Calda
1 xícara de açúcar
¾ xícara de água
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada em cubinhos bem pequenos


Para o manjar, bata as claras em neve e reserve (dica: ponha uma pitadinha de sal antes de começar a bater. Elas ficam mais firmes.). Numa vasilha, misture o leite condensado, o creme de leite e o leite de coco. Misture bem. Hidrate a gelatina em 5 colheres (sopa) de água. Aguarde um minutinho e leve ao microondas por 15 segundos ou ao fogo até que dissolva (sem ferver). Misture a gelatina ao creme e, por último, incorpore as claras em neve, mexendo com um garfo para que não percam o aerado. Despeje numa fôrma previamente molhada com água gelada ou untada com um pouquinho de óleo e leve à geladeira por pelo menos 4 horas.

Numa panela, misture bem todos os ingredientes da calda. Leve ao fogo e deixe ferver em fogo alto por uns 4 minutos. Pode ser que crie espuma. Nesse caso, abaixe o fogo para não derramar no fogão e deixe ferver o tempo indicado. Fique de olho, mas não mexa em hipótese alguma, senão a calda açucara e, aí, o destino será o ralo da pia. *Toda calda deve ser mexida antes que se leve ao fogo. Uma vez que comece a ferver, o negócio é deixá-la em paz, fervendo, na dela, sem mexer. Senão ela se revolta e vira uma caca. Seguindo esse conselhinho, nada será perdido.

Na hora de servir, desenforme o manjar e sirva a calda à parte, para que cada um se sirva da porção que desejar.

P.S.: juro que amanhã eu posto a foto de verdade. Ainda não deu tempo!!!




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Sexta-feira, Setembro 23, 2005


Esta semana peguei a receita de tomate seco de microondas no site CyberCook e, confesso, não botei muita fé. Mas, gente, funciona! Fica muito legal, além de ser muito mais prático do que ficar horas assando os bichinhos no forno tradicional. E viva a praticidade!


TOMATE SECO DE MICROONDAS
1 kg de tomates maduros, mas firmes
(eu usei o italiano que é melhor,
mas acho que também dá certo com o outro)
1 colher (sopa) rasa de açúcar
1 colher (chá) rasa de sal
Tempero a gosto: alho, orégano, azeite

Corte os tomates ao meio e retire as sementes. Polvilhe o açúcar e o sal e dê uma boa mexida (mexa com as mãos mesmo que é melhor). Unte um refratário com um fio de azeite e disponha os tomates com a bundinha (!) pra baixo. Pode deixá-los bem juntinhos uns dos outros porque vão murchar. Leve ao microondas na potência máxima por 25 minutos. Vire os tomates e cozinhe por mais 10 a 15 minutos. Eles devem ficar secos, mas ainda um pouco tenros, ou seja, não devem ficar esturricados. Espere esfriar e tempere com alho, orégano e azeite. Guarde em vasilha bem tampada e deixe curtir por pelo menos um dia antes de usar.

* Como o meu microondas não é muito potente, eu tive que deixar uns cinco minutinhos a mais do que o tempo indicado, mas aí varia de aparelho pra aparelho.

* No entanto, lembre-se de que mesmo depois que você tira os tomates do microondas, eles continuam a cozinhar. Portanto, aguarde um pouco quando terminar o cozimento do tempo indicado, antes de cozinhar mais.

* Rende cerca de 200g.

* Na foto, eu ainda não tinha colocado os temperos.




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Quarta-feira, Setembro 21, 2005


OS 20 AFORISMOS DE BRILLAT-SAVARIN
Jean Anthelme Brillat-Savarin (1755-1826) é considerado o fundador da crítica gastronômica na França. Seu livro, A Fisiologia do Gosto, é um apanhado de memórias e meditações sobre temas que envolvem a comida e o gosto pelo comer. Com muito bom-humor, ele define os aforismos que devem reger o bem comer e o bem receber. Reproduzimos aqui estas pérolas, para o deleite dos amantes da arte culinária.



I - O universo só existe porque há vida, e tudo o que vive se alimenta.

II - Os animais se alimentam; o homem come; só o homem refinado sabe comer.

III - O destino das nações depende da forma como elas se alimentam.

IV - Diz-me o que comes e eu te direi o que tu és.

V - O Criador, ao obrigar o homem a comer para viver, convida-o com o apetite e recompensa-o com o prazer.

VI - A gulodice é uma decisão nossa, por meio da qual preferimos as coisas que são agradáveis ao gosto às que não têm essa característica.

VII - O prazer da mesa é de todas as idades, de todas as condições, de todos os países e de todos os dias; pode se associar a todos os outros prazeres e sobra como último para consolar-nos da perda dos outros.

VIII - A mesa é o único lugar onde nunca se sente tédio durante a primeira hora.

IX - A descoberta de um prato novo é mais importante para a felicidade do gênero humano do que a descoberta de uma estrela.

X - Os que ficam com indigestão ou bêbados não sabem nem beber nem comer.

XI - A ordem dos pratos é dos mais substanciais aos mais leves.

XII - A ordem das bebidas é das mais moderadas às mais fortes e perfumadas.

XIII - Não se mudar o vinho é uma heresia; a língua se satura e, depois do terceiro copo, o melhor dos vinhos produz apenas uma sensação confusa.

XIV - Uma sobremesa sem queijo é como uma bela à qual lhe falta um olho.

XV - A bom cozinheiro se chega, mas bom assador se nasce.

XVI - No cozinheiro, a qualidade indispensável é a pontualidade; deve sê-lo também do convidado.

XVII - Esperar demais por um convidado atrasado é uma falta de consideração para com os que estão presentes.

XVIII - A pessoa que convida seus amigos e não dá qualquer atenção pessoal à refeição que os espera não é digna de ter amigos.

XIX - A dona da casa deve sempre se assegurar de que o café servido será excelente; o dono, de que os licores serão de primeira categoria.

XX - Convidar alguém significa ocupar-se de sua felicidade durante todo o tempo em que estiver sob nosso teto.

(Extraído de BRILLAT-SAVARIN. A Fisiologia do Gosto. Rio de Janeiro: Salamandra, 1989.)





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Sexta-feira, Setembro 16, 2005


Fim de semana passado comprei ricota e alho-poró pra fazer uma musse deliciosa e light com kani kama. Tava bem calor, parecendo verão. Mas São Paulo é uma cidade enlouquecida (em quase todos os aspectos) e na segunda o clima mudou totalmente de verão abafado para inverno frio e chuvoso. Diante da nova atmosfera, vou eu dar uma nova finalidade pra ricota e pro alho-poró, aparentemente renegados, lá no fundo da geladeira. Foi aí que encontrei esta receita de torta de ricota salgada, bem fácil de fazer e boa pra comer quentinha. Dei uma incrementada na receita e olha só o que saiu:


TORTA SALGADA DE RICOTA

Massa básica
1 ricota (+ ou - 500g)
1 ¼ xícara de leite
2 ovos
1 colher (chá) rasa de fermento químico em pó
½ xícara de queijo parmesão ralado
1 pitada de sal

Para o recheio*
1 lingüiça calabresa cortada em cubinhos pequenos
½ cebola em cubos
1 alho-poró cortado em rodelas
1 pitada de orégano
mostarda em grão

Refogue o alho-poró rapidamente em um fio de óleo, só pra dar uma murchadinha. Bata todos os ingredientes da massa básica no liquidificador ou processador. Numa vasilha, misture com os demais ingredientes (menos a mostarda) e despeje em fôrma refratária untada e enfarinhada. Salpique as sementes de mostarda e asse em forno médio por 35 minutos ou até que, enfiando um palito, este saia limpo.

* Outras opções:
- tomate seco, alho-poró e manjericão
- milho verde, presunto e salsinha
- ervilha, salsicha e curry




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Quarta-feira, Setembro 14, 2005


Pausa na cozinha. Desligue o fogo e faça uma reflexão além das panelas.

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana."

Mikhail Bakunin (1814-1876, anarquista russo)





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Segunda-feira, Setembro 12, 2005


Não conheço quem não goste desta saladinha que eu aprendi uma com uma colega japonesa. É muito leve e fica deliciosa se for feita na véspera. Os sabores se acentuam ainda mais e a sensação de frescor para os dias de calor é garantida!

O Bifum® é um macarrão bem fininho feito de arroz. Pode ser encontrado em grandes supermercados ou em casas de produtos orientais.


SALADA ORIENTAL DE BIFUM®
1 embalagem de 200g de Bifum®
8 bastões de kani kama cortados em rodelinhas
½ pepino japonês cortado em cubos pequenos
1 xícara de brócolis japonês picado
½ cebola picada bem miudinha
1 ovo (veja preparo abaixo)
½ lata de milho verde
1 colher (sopa) de gengibre picado muito miúdo ou ralado
vinagre de arroz (ou outro vinagre branco)
azeite
shoyu
algumas gotas de óleo de gergelim (opcional)


Prepare o macarrãozinho conforme as instruções do pacote, ou seja, mergulhe em água fervente, desligue o fogo, mexa com um garfo por uns 2 minutos ou até ficar cozido, mas ainda al dente, e escorra. É ligeirinho! Mergulhe numa bacia de água fria com alguns cubos de gelo para resfriamento rápido. Escorra novamente (bem escorrido) e junte os ingredientes. O ovo deve ser batido com uma pitada de sal e frito como uma omelete. Depois, corte em cubinhos bem pequenos e junte à salada. Tempere conforme seu gosto, com shoyu, um bom fio de azeite, óleo de gergelim (pouco) e vinagre. Deixe curtir na geladeira por pelo menos 2 horas. Se for feito de véspera, é ainda melhor.

Em casa, essa salada é um prato único, mas também pode acompanhar pratos leves ou de inspiração oriental.




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Terça-feira, Setembro 06, 2005


Guloseimas marcianas
Iguarias baseadas em nove ingredientes que podem ser cultivados no Planeta Vermelho

Em Marte, coma como os marcianos. Bem que este poderia ser o resumo de uma curiosa pesquisa científica empreendida pela Agência Espacial Européia (ESA). Os cientistas encomendaram a chefs de toda a Europa receitas de iguarias baseadas em apenas nove ingredientes - aqueles que podem ser cultivados no Planeta Vermelho de acordo com as tecnologias atuais. Oito são alimentos comuns: arroz, cebola, tomate, soja, batatas, alface, espinafre e trigo. Mas um deles, talvez o mais importante, é pouco conhecido. Trata-se da espirulina (Spirulina maxima), uma alga composta em 65% de seu peso por proteínas - fator essencial na falta de carne. Além de substituir a dos bois, frangos e peixes na dieta marciana, a espirulina também tem outras vantagens. "É rica em cálcio, carboidratos, lipídios e vitaminas", explica Cristophe Lasseur, coordenador do laboratório de suporte de vida da ESA.

Fonte: Revista Caminhos da Terra

Comentário: batata, tomate e cebola já quebram um puta galho, vai! Tudo bem que falta um queijinho, um vinhozinho... mas também, quem é que vai querer morar em Marte?

Ah, tive uma idéia! Podíamos mandar todos os bandidões pra lá, pra passar a soja e alface. E que se lasquem tendo que comer espirulina pensando que é picanha! Hehehe!




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Quinta-feira, Setembro 01, 2005


BASICÃO
Nem todo dia a gente quer fazer comida bacana, nem todo mundo tem paciência e/ou tempo de fazer um rango incrementado e nem sempre nossa cozinha tem recurso suficiente para fazer um prato mais sofisticado.

Por isso, fiz este macarrão bem básico, que resolvi chamar de Macarrão de Estudante. Ora, porque estudante que se preze pode não saber cozinhar, mas pelo menos um macarrãozinho tem que rolar. Macarrão, todo mundo faz. É rápido, fácil e econômico. Não necessita de 1.001 utensílios e, principalmente, não requer prática nem tampouco habilidade.

No entanto, não é porque a pessoa não sabe fazer nada que precisa se contentar em fazer qualquer coisa. O Depósito Damasco, pois, deixa esta receita aqui, bem explicadinha, tim-tim por tim-tim, para que todos os que não sabem cozinhar, os que têm preguiça e os que gostam de comer o básico mesmo possam se inspirar.


MACARRÃO DE ESTUDANTE
Para 4 esfomeados ou 5 que não comem muito

1 pacote de macarrão parafuso (500g)
3 tomates grandes sem pele cortados em cubos

- Para tirar a pele do tomate, espete um garfo na tampinha dele (aquela partezinha dura) e ponha em cima da chama do fogão (acesa, lógico) e vá virando devagar o garfo, até que a pele se desprenda. Outro jeito é colocar água pra ferver numa panela. Quando ferver, jogue os tomates e conte 10 segundos. Escorra e tire a pele, que sairá facilmente.

2 cebolas médias cortadas em tiras
1 pacote de salsicha cortada em rodelinhas

- Ferva as salsichas em bastante água antes de usar, por uns 10 minutos. Escorra e espere esfriar. Depois pique em rodelinhas.

10 azeitonas cortadas no meio ou como preferir

- Dica: compre as azeitonas já sem caroço pra facilitar a vida.

Para temperar: orégano (aquele da pizza), pimenta-do-reino e sal

Modo de fazer
Enquanto você começa a picar as coisas, coloque bastante água (mais ou menos 4 litros) pra ferver numa panela grande. Tire a pele dos tomates e pique-os em cubos. Corte as cebolas em tiras e pique as azeitonas ao meio. Corte as salsichas em rodelinhas. Nesse meio tempo, a água já começou a ferver. Coloque umas 2 colheres (sopa) rasas de sal na água do cozimento, mexa e jogue o macarrão. Mexa com um garfo para que a massa não grude uma na outra. Leia no pacote quantos minutos leva pra cozinhar e marque no relógio. Fique atento pra não passar do ponto senão vira uma gororoba.

Enquanto o macarrão começa a cozinhar, prepare o molho. Refogue a cebola numas 2 colheres (sopa) de azeite ou óleo. Deixe que murche um pouco e ponha a salsicha, o tomate e a azeitona. Refogue por uns minutos, até os tomates começarem a soltar uma agüinha. Ponha os temperos a gosto, mas sem exagero. Maneire no sal porque a massa já está sendo cozida na água salgada.

Ei, não esqueceu o macarrão, né?! Espete um com um garfo e prove. Se estiver no ponto, desligue o fogo e escorra. Misture com o refogado e mexa bastante. Prove o sal e ponha um pouco mais se precisar. Desligue o fogo e tá pronto.

Finalização
Você pode comer com queijo ralado ou com um tanto de maionese por cima, como eu fiz (ontem tava com a cabeça gorda...).

Outros investimentos
- Para os inexperientes, vale a pena gastar uns trocos a mais e comprar um macarrão de grano duro. Ele é mais firminho e o risco de virar uma papa é quase nulo.
- Um bom azeite extravirgem dá um toque especial ao rango, se adicionado depois do macarrão já pronto. Regue tudo com um fio generoso de azeite. Faz toda a diferença.

Variações
- No lugar do orégano, experimente manjericão fresco. É tudibão!
- Em vez de cebola, use uns 5 dentes de alho cortados em rodelinnhas.
- Vegetarianos: substituam a salsicha por queijo branco fresco (o resto é do mesmo jeito). Fica ótimo também.

Obs.: o meu macarrão é mais escurinho porque é integral. É muito bom e saudável. Recomendo.

Ufa, alguém tem ainda alguma dúvida???




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