Esse é o Obar,
chef cuisinier do Depósito de Receitas Damasco.



Fome? Barriga roncando? Salivação abundante? Hei, você está no Depósito de Receitas Damasco! Entre e sirva-se!


Lara, a dona da cozinha
Cozinho por prazer. Sempre ao som de rock. Sou CCR (Colecionadora Compulsiva de Receitas), glutona, gulosa e gourmet. Brigo com a balança. Gosto de comida farta, de encher a vista e dar água na boca. Valorizo as artes antigas de fazer massa, pão, licor e comida de casa e também acredito nas inovações, desde que sejam gostosas. Sou contra as restrições alimentares e o preconceito culinário. Do bom restaurante ao boteco, da comida de rua à comida caseira, do exótico ao arroz com feijão, se for saboroso, eu topo.


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Quinta-feira, Março 30, 2006


ESPECIAL AROMAS DAS ARÁBIAS - parte 3
Água de Flor de Laranjeira


A culinária do Oriente Médio encanta pelo seu perfume e paladar que mescla diversos sabores e especiarias, como nesta Salada de alface, nozes e laranja, que mistura o sabor agridoce com o calor da canela e o toque perfumado da água de flor de laranjeira. Uma experiência e tanto para os sentidos gustativos.

O Mhallabye é uma receita tipicamente libanesa, muito simples de fazer. O miski, uma resina vegetal extraída da árvore Pistachia lentiscus, muito comum no Oriente Médio, é um ingrediente bem especial nessa culinária e pode ser encontrado também em empórios de produtos árabes. Mas se para você for difícil encontrá-lo, não use. É óbvio que a receita não será "a original", mas garanto que o sabor final será excelente.


SALADA DE ALFACE, NOZES E LARANJA
4 porções

1 xícara de nozes picadas
3 laranjas
1 alface romana

Molho
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de água de flor de laranjeira
1 colher (chá) de canela em pó
1 pitada de sal

Lave a alface e corte a laranja em gomos. Seque e leve à geladeira.

Molho: misture os sucos, o açúcar, o sal, a água de flor de laranjeira e meia colher da canela. Verifique se está adocicado.

Corte as folhas de alface em quadradinhos e arrume no fundo de um prato. Arrumes os gomos de laranja e, sobre eles, as nozes. Salpique com o restante da canela e regue com o molho.

Obs.: na foto, entre as laranjas e a alface, há fatias finas de rabanete, que você pode acrescentar à salada, se quiser.


MANJAR LIBANÊS (Mhallabye)
10 porções pequenas

1 xícara de açúcar
4 colheres (sopa) de maisena
1 colher (sopa) de água de flor de laranjeira
½ colher (chá) de miski moído (opcional)
1 litro de leite

Calda
2 xícaras de açúcar
200g de damascos secos

Para polvilhar
Pistache sem casca picado

Coloque os damascos em 1 litro de água fria e deixe descansar por 1 hora. Escorra, mas reserve 2 xícaras dessa água.

Numa panela, misture o leite com o açúcar e a maisena. Leve ao fogo médio, mexendo sempre até engrossar ligeiramente. Junte o miski e misture até dissolvê-lo. Retire do fogo e acrescente a água de flor de laranjeira e misture. Deixe amornar e leva à geladeira.

Calda: derreta o açúcar até dourar e junte aos pouco os damascos com a água reservada. Cozinhe por 20 minutos ou até a calda engrossar ligeiramente. Retire do fogo e deixe esfriar. Pique os damascos.

Distribua o manjar em taças de sobremesa e, sobre ele, a calda de damasco. Polvilhe com o pistache.

Outras receitas com água de flor de laranjeira já publicadas neste blog (é necessário rolar a página para ver a receita):
- Salada marroquina de cenoura e laranja
(veja no dia 16 de março, logo abaixo)
- Manjar turco das Crônicas de Nárnia
- Syllabub turco
- Torta de maçãs da Provence
- Fougasse
- Brassadeaux da Provence
- Baklava

P.S.: no próximo post, receitas com tahine.




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Quarta-feira, Março 29, 2006


ESPECIAL AROMAS DAS ARÁBIAS - parte 2
Água de Rosas


Dando continuidade ao especial sobre alguns aromas árabes, publico duas receitas que levam a água de rosas em seus ingredientes. A primeira, Tajem de Frango, é a mais inusitada, já que é salgada, e a maioria das receitas que levam esse ingrediente é de doces. É típica da culinária judaica e traz, claramente, os perfumes do Oriente.

Já a segunda, a Salada de Frutas Secas, foi tirada de um livro de comida grega. Eu já testei e é divina. Vale muito a pena servi-la numa ocasião especial, em que você queira servir algo inusitado e sofisticado, mas que não dê trabalho nenhum pra fazer. Quer coisa melhor?

Vale notar que as origens das duas receitas revelam o largo uso da água de rosas por diversos países e culturas. Há, ainda, aqueles que, como a Espanha, a França e outros países de fronteiras mediterrâneas, adotaram seu uso por influência dos mercadores do Oriente.


TAJEM DE FRANGO
1 kg de peito de frango cortado em cubos
1 colher (sopa) de açafrão-da-terra (cúrcuma)
1 cebola picada
6 dentes de alho amassados
1 colher (sopa) de açúcar
1 xícara (café) de óleo
1 xícara (café) de água de rosas
1 litro de água
500 g de ameixas secas
200 g de amêndoas torradas
sal e pimenta-do-reino a gosto

Numa panela, coloque o óleo, doure a cebola e o alho. Junte o frango, o açafrão, o sal e a pimenta. Doure bem. Coloque água para cobrir o frango e deixe cozinhar até engrossar o caldo. Enquanto isso, coloque a ameixa numa frigideira e espalhe o açúcar. Junte a xícara de água de rosas e cozinhe um pouco. Num prato ou travessa, distribua o frango, as ameixas e as amêndoas torradas. Sirva com arroz ou com couscous marroquino.


SALADA DE FRUTAS SECAS
115 g (3/4 de xícara) de açúcar mascavo
6 colheres (chá) de água de rosas
225 g de damascos secos
225 g de tâmaras secas
225 g de figos secos
115 g (3/4 de xícara) de passas
115 g (3/4 de xícara) de amêndoas
55 g de pistache sem a casca
iogurte para acompanhar

Numa tigela, coloque o açúcar e 150ml (2/3 de xícara) de água morna filtrada, misturando bem até o açúcar dissolver. Adicione a água de rosas e 425ml (2 xícaras) de água fria filtrada. Junte os damascos, as tâmaras, os figos e as passas. Misture-os bem no líquido e, se for necessário, acrescente mais água para cobrir as frutas. Cubra a tigela com uma tampa ou filme plástico e deixe em local fresco (pode ser geladeira) por, no mínimo, 24 horas, para que as frutas fiquem hidratadas e gordinhas. Na hora de servir, adicione as amêndoas e o pistache. Misture e sirva com o iogurte como acompanhamento.

Fonte: O Livro de Comida Grega, de Lesley Mackley. Ed. Manole

Outras receitas com água de rosas já publicadas neste blog (é necessário rolar a página para ver a receita):
- Manjar turco das Crônicas de Nárnia
- Syllabub turco
- Panna cotta de água de rosas

P.S.: no próximo post, receitinhas com água de flor de laranjeira.




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Terça-feira, Março 28, 2006


ESPECIAL AROMAS DAS ARÁBIAS - parte 1

Sempre que publico uma receita aqui no blog que utiliza água de rosas ou água de flor de laranjeira, recebo e-mails ou comentários me perguntando o que são esses ingredientes e onde é possível encontrá-los.

Diante da insistência da dúvida, resolvi fazer um especial, o qual fantasiosamente intitulei de Aromas das Arábias, a fim de falar um pouco dessas essências e, quem sabe, esclarecer as idéias sobre o assunto.

Incluirei também outros ingredientes da culinária árabe, como o tahine e o zatar, porque acho versáteis e muito interessantes.

Antes que pensem que vou fazer um tratado, aviso de antemão que não sou nenhuma expert, somente pretendo deixar aqui um pouco do que aprendi.

Ah, e como não poderia deixar de ser, publicarei, ao longo desta semana, algumas receitas que utilizam os ingredientes citados. Digamos que essa é a melhor parte da história.

Algumas palavras sobre o assunto
Tanto a água de rosas quanto a de flor de laranjeira são essências aromáticas que, como o próprio nome diz, são extraídas dessas flores. Assim como a essência de baunilha é muito usada aqui no Brasil para aromatizar doces, bolos e pudins, a culinária oriental - sobretudo a árabe, a judaica e a indiana - utiliza a água de rosas e a de flor de laranjeira para aromatizar doces, massas e até pratos salgados.

No entanto, há uma diferença entre a essência de baunilha vendida no Brasil e as águas de flores: enquanto a primeira é uma essência sintética que imita o aroma original da fava de baunilha, as águas de flores são naturais. Não que não existam essências naturais de baunilha, mas não são comuns por aqui. Aquela do supermercado é artificial mesmo.

A água de rosas e a de flor de laranjeira são águas bidestiladas, não-alcoólicas, praticamente incolores (há uma tonalidade muito sutil na de flor de laranjeira), mas muito aromáticas. Elas são produtos de uma longa tradição química e farmacêutica dos povos árabes, que desenvolveram há muitos séculos esse método de extração.

Água de rosas
A água de rosas é um aroma das mil e uma noites com mil e uma utilidades. Tem uma infinidade de aplicações e usos que vão muito além da culinária. É um excelente tônico facial, adstringente, antiinflamatório e antisséptico. É usada para tratamento de acne e irritações na pele. Além disso, tem poderes digestivos. Pode ser um aromatizador e tanto de ambientes: o aroma de rosa é tido como antidepressivo e afrodisíaco; traz alegria, frescor e levanta o astral de qualquer lugar.

Água de flor de laranjeira
Não lembra em nada o cheiro de laranja. O aroma vem todo do perfume de sua flor e é, por isso, único. Tem propriedades calmantes (dizem que algumas gotas na água da banheira transformam o cansaço em bem-estar) e digestivas. É o ingrediente básico de uma bebida libanesa, relaxante, digestiva e sedativa, conhecida como "café branco": numa xícara, ponha 1 colher (chá) de água de flor de laranjeira, cubra com água fervendo e adoce a gosto.

Como são vendidas
As águas aromáticas são importadas, em geral do Líbano, vendidas em garrafas de vidro de 300, 500 ou 600ml. Alwadi e Zeeny são algumas das marcas conhecidas por aqui, mas há muitas outras.

Onde encontrar
Aí está o xis da questão. Para quem mora em cidades médias ou grandes, é relativamente fácil encontrar em grandes supermercados (tipo Pão de Açúcar) que trabalham com importados. Se sua cidade for premiada com um empório de produtos árabes, nem se fala: aí é a Meca de quem procura esses ingredientes. Em cidades menores, acho que é mais difícil de encontrar. Neste caso, sugiro que você tente encontrar algum descendente de libanês para perguntar a ele o lugar mais próximo onde possa encontrar esses produtos. Com certeza ele saberá.

O Saddi Center (veja site abaixo), em São Paulo, entrega para todo o Brasil, mas me parece que a compra deve ser de no mínimo R$ 100.

Em São Paulo
Para quem está em São Paulo, é tão fácil quanto comprar pão, já que a cidade é o maior reduto de libaneses do mundo (fora do Líbano, claro!). Aí vai uma lista de lojinhas que são pedaços do paraíso na Terra:

Empório Syrio
R. Com. Abdo Schahin, 40, (paralela à R. 25 de Março), tel. 228-3640

Empório Maxifour - www.maxifour.com.br
R. Júlio Ribeiro, 66, Brás, tel.: 6099-0000. Possui mais dois endereços, um em Moema e outro em Higienópolis.

Saddi Center - http://saddicenter.com.br/loja.htm
R. Guarará, 76, Jardim Paulista, tel. 3885-7755

Confeitaria Pajé
R. Afonso Kherlakian, 63 (região da R. 25 de Março), tel. 228-3160

Empório São Jorge
R. Desembargador Eliseu Guilherme, 322, Paraíso, tel. 3889-8449

Empório Akkar
Rua Comendador Afonso Kherlakian, 165 (região da R. 25 de Março), tel. 228-7188

Lebanon Market Place
Alameda dos Nhambiquaras, 374, Moema, tel. 5052-8475

P.S.: amanhã vou publicar receitinhas com água de rosas.




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Quinta-feira, Março 23, 2006


Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa...
...costuma dizer a Nilza, ex-sócia deste blog. É um ditado engraçado e que se encaixa perfeitamente bem neste momento "sopístico" que tenho vivido. Não sei se é por causa da chegada do outono, mas tô com uma vontade danada de só comer sopinhas, ou seja, comidas "molinhas e quentinhas" (para citar mais uma da Nilza). Vale dizer que "sopístico" é uma terminologia tiquiniana (tiquiniano, adj. Relativo ou pertencente a Tiquinho, do Cartografia).

Ih, hoje tô só cola alheia. Cita uma, copia outro...

Chega de conversa fiada! Aí vai uma receitinha típica lá dos lados (creio) da Toscana, na Itália. É tão boa que só por Deus e um vinhozinho. Ai, ai.


PAPPA AL POMODORO
(Sopa de tomate e pão)

Para 4 pessoas normais ou 2 lariquentas

500 g de tomate maduro fresco ou de tomate pelado (em lata)
250 g de pão italiano amanhecido
1 litro de caldo (pode ser de legumes, de carne, ou só água mesmo)
3 dentes de alho
1 alho-poró pequeno (opcional)
1 ramo de manjericão
azeite extravirgem
sal
pimenta

Pique finamente o alho e o alho-poró, se for usar. Tire as peles dos tomates, se for usá-los in natura, e pique em cubos pequenos.

Esquente 2 colheres (sopa) de azeite numa panela e refogue o alho e o alho-poró, se for usar. Não frite muito, senão o alho escurece e fica indigesto. É só o tempo de ele murchar um pouco.

Junte os tomates, as folhas de manjericão, uma pitada de sal e uma de pimenta. Cozinhe por 20 minutos. Junte o caldo ou a água e, quando voltar a ferver, junte o pão picado grosseiramente em cubos. Deixe cozinhar por mais uns 15 minutos, mexendo às vezes. Prove o tempero e corrija o sal, se necessário. Sirva quente, regada com azeite extravirgem.

Obs.: por ser de preparação bem caseira, as receitas variam muito. Algumas incluem 1 cebola pequena no lugar do alho-poró. Quantidades e tempo de cozimento também diferem. Vai de cada um adaptar a mistura, a textura e o tempero a seu gosto.

Ah, a foto foi "roubada" de algum site italiano por aí. Coisa feia...




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Terça-feira, Março 21, 2006


LIVROS DE CULINÁRIA
A Karen me convidou para responder este questionário sobre livros de culinária. Topei porque acho divertido e me faz voltar aos tempos (recentes...hihihi) de adolescência.

Maaaaas, assim como fez a Karen, também tenho meus senões: não tenho livros culinários da moda, nem os muito caros e muito menos os puramente decorativos.

Mesmo assim, atrevi-me a responder.

Que livro você recomenda a um iniciante?
Sugiro que um iniciante busque os cadernos de receitas antigos de sua mãe, avó ou qualquer parente próximo. Aprender a cozinhar com uma pessoa que já tem experiência é sempre melhor, e aqueles cadernos antigos reservam muitas surpresas. As receitas podem ser simples, bem básicas, mas quem consegue fazer uma boa e honesta comida caseira sabe fazer qualquer coisa. Aprender com a tradição é o primeiro passo para vôos mais ousados.

Na foto, o caderno de receitas da minha avó materna, com a letra da minha mãe embaixo e a do meu pai em cima. Segredinhos de várias pessoinhas estão ali.

Que livro você gostaria de compartilhar com outros amantes esclarecidos?
Le viandier, de Taillevant, o primeiro livro impresso de receitas, do século XIV. Uma preciosidade histórica.

Qual é seu livro de culinária fetiche, aquele que você levaria para uma ilha deserta?
Não levaria um livro, porque sempre seria limitado. Levaria a Internet, porque poderia navegar por todas as receitas daqui e do mundo, conversar com as pessoas que gostam de cozinhar, saber seus truques, ver as fotos dos pratos, tudo. A Internet é um mundão véio sem portera, sô!

Uma decepção?
A revista Claudia Cozinha dos últimos 2 anos e meio. Há uns anos era ótima (já assinei durante 3 anos), mas foi reformulada e ficou com cara de nouvelle cuisine: pratos ínfimos, aspecto asséptico, ingredientes caros e difíceis. Mudou de novo: agora ou são receitas batidas ou com aspecto-clichê-chique (saber combinar vinhos é tuuuuudo; receitas com ingredientes exóticos são tuuuudo). Não há nada de novo no reino de Claudia?

Suas últimas aquisições ou presentes no momento?
O livro Conservas, de Oded Schwartz. Como o título diz, ensina a fazer conservas de todos os tipos. Uma maravilha, super ilustrado e lindo. Tem um post aí embaixo falando sobre ele.


Sua próxima aquisição?
O prazer das sopas, da Editora Lisma. Folheei numa Saraiva Megastore e fiquei apaixonada. Uma receita mais fantástica do que a outra. Eu quero, eu quero, eu quero!

Aproveito e passo o questionário à Tati, minha nova coleguinha blogueira, e para quem mais quiser responder.




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Segunda-feira, Março 20, 2006


À primeira vista, pode parecer estranho comer chuchu cru, mas, quando experimentei este preparo num restaurante vegetariano perto do meu trabalho, mudei de idéia. Fica ótimo, muito suave e refrescante. A receita é muito simples, mas bem original. Recomendo.


SALADA REFRESCANTE DE CHUCHU CRU

1 chuchu
¼ de cebola
1 pitada de orégano
½ colher (sobremesa) de hortelã picada (opcional)
sal
azeite
aceto balsâmico (ou vinagre comum ou suco de limão)
pimenta-do-reino

Descasque e pique o chuchu em quadradinhos beeem pequenininhos. Faça a mesma coisa com a cebola. Misture tudo e tempere com os demais ingredientes. Deixe curtir na geladeira por umas 2 horas (fica melhor curtido, mas também é possível comer assim que prepara).

Dica: para que o chuchu não solte aquela "cola", antes de descascá-lo, corte-o na metade, no sentido do comprimento. Esfregue uma metade na outra, por 1 minutinho, até que a "cola" forme uma espuminha branca. Depois, esfregue um pouco mais embaixo da torneira, para limpar. Descasque normalmente.




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Sábado, Março 18, 2006


Esta receita eu descobri no blog da Valentina, o Trem Bom. Fiquei muito tentada a fazê-la e aí está. Fiz algumas adaptações em função dos ingredientes que tinha na geladeira. Ficou ótima, pena que não tinha berinjela, que eu amo. Da próxima vez, incluirei esse ingrediente. Também acho que usar tomatinho-cereja deve ficar ótimo.

Fiz um antes-e-depois (acho divertido isso!) pra mostrar os legumes assados. Reduzem bastante em volume.



Ah, a receita vai em homenagem ao Tiquinho, meu amigo blogueiro lá do Cartografia. Ele é vegetariano e louco por massas. Logo...


MACARRÃO COM LEGUMES ASSADOS

250 g de macarrão parafuso
1 abobrinha
4 tomates
1 cebola
4 dentes de alho
1 xícara de ricota amassada
½ xícara de folhas de manjericão
azeite do bom (+ ou - uns 50 ml)
sal e pimenta-do-reino
queijo parmesão ralado

Preaqueça o forno (temperatura alta). Corte a abobrinha em rodelas finas. Pique os tomates e a cebola grosseiramente, em mais ou menos 6 pedaços. Pique o alho em rodelinhas. Misture tudo, tempere com sal, pimenta e metade do manjericão. Regue generosamente com azeite e mexa tudo, de preferência com as mãos, para envolver todos os legumes. Ponha numa fôrma untada com azeite também. Leve ao forno e deixe até que os legumes fiquem bem assados (de 1 a 1 ½ hora). Mexa a cada 30 minutos.

Quando os legumes estiverem no ponto, abaixe o forno para o mínimo e junte a ricota amassada e a outra metade do manjericão. Cozinhe o macarrão com sal, escorra e misture com os legumes na fôrma (assim dá pra aproveitar o azeite da fôrma). Transfira para uma vasilha e sirva com parmesão ralado na hora.




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Quinta-feira, Março 16, 2006


Nossa, essa semana voou, fiquei ocupada com um monte de coisa e nem tive tempo de dar a devida atenção ao meu querido bloguinho. Acontece.

Esta receita é do meu novo amiguinho virtual, o franco-marroquino Nalou. Ele também adora cozinhar e tem um site (ainda em construção), de culinária do Marrocos. O irmão dele tem um restaurante em Paris, também de comida marroquina, claro.

Ele me disse que esta salada é servida como uma sobremesa refrescante, mas acredito que também sirva de acompanhamento para uma carne boa, para quem curte a mistura doce-salgado.


SALADA MARROQUINA DE CENOURA E LARANJA

500g de cenoura ralada
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de água de flor de laranjeira
suco de 1 limão
2 laranjas
1 fio de azeite (opcional)

Tempere a cenoura ralada com o sal, o açúcar, o suco de limão, a água de flor de laranjeira e o azeite. Misture e prove. Se preferir, acrescente mais açúcar a gosto. Disponha em tigelinhas e decore com fatias de laranja descascadas. Sirva gelado.




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Segunda-feira, Março 13, 2006


Mal começa a semana e...

já estou com vontade de comer bolo quentinho com manteiga e geléia. Um monte.

Fazer dieta é f *.




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Quarta-feira, Março 08, 2006


Alguns livros são o máximo, parte 2

No dia 4 de maio de 2005, falei neste blog sobre o livro História da alimentação, de Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari. Excelente. Desta vez, o destaque é Conservas, de Oded Schwartz (Editora Civilização). Ricamente ilustrado, oferece dicas, técnicas e receitas de toda a sorte de conservas que se pode imaginar. Coisa linda, linda, linda. Só vendo pra crer.

O autor coletou e aprimorou receitas de diversas partes do mundo. Tudo isso aliado à sua experiência e à tradição judaica de se fazer conservas - Oded é judeu, nasceu em Israel, mas mora atualmente na Inglaterra. Aliás, na apresentação do livro, ele conta que a mudança foi um choque. Sair de um lugar como Israel, onde os mercados de especiarias, temperos, frutas e legumes são abundantes e variados, e ir pra Inglaterra, onde o clima impõe suas limitações, foi difícil. História curiosa que me fez refletir e agradecer nossa variedade inigualável de produtos.

Fazer conservas não é difícil, mas exige paciência e cuidado. É preciso deixar tudo limpo, esterilizar os vidros, seguir todas as etapas de preparo, esperar cozinhar, esperar curtir, esperar, esperar, esperar. É uma cozinha de longa duração, para parodiar um termo da Nouvelle Histoire. Esqueça o ritmo frenético do dia-a-dia e entregue-se à arte do lento cozimento.


CATCHUP DE PIMENTÃO
Rendimento: cerca de 1 litro

2 kg de pimentão vermelho ou amarelo
500 g de cebola
250 g de maçã sem caroço, grosseiramente picada
2-3 malaguetas frescas, sem sementes (opcional)
1,5 litro de água
750 ml de vinagre de vinho tinto ou de cidra
150 g de açúcar
1 colher (sopa) rasa de sal
1 colher (sopa) de maisena

Para o amarrado de ervas:
1 ramo de estragão
2 ramos de hortelã
2 ramos de tomilho
2 ramos de sálvia
2 ramos de salsinha
2 tiras de casca de limão (sem a parte branca)

Para o saquinho de especiarias:
1 colher (sopa) de coentro em grão
1 colher (sopa) de pimenta-do-reino preta em grão
1 colher (sopa) de cravo-da-índia

1. Esterilize um pedaço de barbante jogando água fervente em cima. Amarre as ervas, juntando-as. Use gaze esterilizada para fazer o saquinho de especiarias. Faça uma trouxinha e amarre a boca com um pedacinho do barbante esterilizado.

2. Na chama do fogão, toste a pele dos pimentões, até que se solte (fica preto de queimado), de todos os lados. Coloque num saco plástico limpo e feche. Deixe por 5 minutos. Assim, as peles se soltarão mais facilmente. Lave delicadamente embaixo da torneira para tirar a pele. Retire as sementes e o centro.

3. Processe ou, se preferir, pique bem miúdo os pimentões, a maçã, a cebola e a malagueta (se utilizar).

4. Ponha tudo numa panela, de preferência de inox, inclusive o amarrado de ervas e o saquinho de especiarias. Leve a ferver e deixe cozinhar em fogo brando por 25 minutos. Retire do fogo e deixe amornar.

5. Retire as ervas e as especiarias (jogue fora). Bata no liquidificador a mistura de pimentão e peneire. Coloque o purê obtido na panela (limpa). Junte o vinagre, o açúcar e o sal. Deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe por 1 a 1½ hora, até estar reduzido pela metade.

6. Desfaça a maisena num pouquinho de água e junte ao catchup. Ferva por mais 1 a 2 minutos. Despeje ainda quente nos vidros herméticos, esterilizados e aquecidos. Pode ser consumido imediatamente, mas melhora com o tempo.

* Para esterilizar os vidros herméticos, ferva-os por 10 minutos submersos em água, ou então coloque-os numa fôrma forrada com papel-toalha e leve-os ao forno preaquecido a 160°C por 10 minutos. Escalde as tampas com água fervente.
* Dura cerca de 3 meses na geladeira.
* Para um catchup mais adocicado (recomendo), use 200 g de açúcar e não use a malagueta.




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Terça-feira, Março 07, 2006


Diz a lenda que, passado o Carnaval, o ano começa no Brasil. E com o Ano Novo Brasileiro pós-folia vem a necessidade de eliminar os quilinhos acumulados nas férias e no fim de ano, já que não tenho o privilégio de comer e não engordar e nem a capacidade de comer à francesa, em mínimas porções.

Mas reduzir calorias não significa comer mal. Então, deixo a receita da torta de chocolate que my husband desenvolveu em minha homenagem, pois ele É privilegiado (come e não engorda). Diabéticos também podem comer, porque não leva açúcar.


TORTA DE BANANA E CHOCOLATE DO MARCELO

Massa:
1 pacote (200g) de biscoito cream cracker integral light (a Tostines tem um que é ótimo; o pacotinho é azul claro)
120g de margarina light gelada
1 colher (chá) de noz-moscada
1 colher (sobremesa) rasa de adoçante Tal & Qual

Recheio:
2 bananas nanicas amassadas
2 colheres (sopa) de adoçante Tal & Qual
50ml de leite desnatado
sementes de 2 bagas de cardamomo
2 caixinhas de pudim diet sabor chocolate
4 colheres (sopa) de conhaque
800ml de leite desnatado
1 colher (chá) de noz-moscada
cacau em pó sem açúcar para polvilhar

Massa: bata os biscoitos no liquidificador até virar um farelo. Junte a noz-moscada e o adoçante. Com a ponta dos dedos, incorpore a margarina em pedacinhos até virar uma farofa. Forre o fundo e a lateral de uma fôrma de fundo removível com a farofa, apertando com os dedos para compactar. A borda lateral deve ter mais ou menos 3cm de altura. Asse em forno médio preaquecido por 10 minutos. Retire e deixe esfriar.

Recheio: junte as bananas amassadas, os 50ml de leite, as sementes de cardamomo e 1 colher (sopa) de adoçante. Leve ao fogo e deixe apurar uns 2 minutinhos. Junte a noz-moscada. Desligue o fogo e deixe esfriar.

Dissolva o pó para pudim e 1 colher (sopa) de adoçante nos 800ml de leite. Leve ao fogo, mexendo sempre até engrossar. Junte o conhaque, desligue o fogo e deixe amornar.

Montagem: por cima da massa assada, espalhe o doce de banana. Em seguida, o creme de chocolate. Leve à geladeira por no mínimo 3 horas. Desenforme e polvilhe o cacau em pó.

Opções: o docinho de fruta pode ser de outros sabores, como manga, morango, ou a fruta que for mais comum na época. O creme de cima também pode variar conforme o gosto: baunilha, coco etc.




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Quinta-feira, Março 02, 2006


Acabei de receber esta receita deliciosa na newsletter do site AuFéminin. Como na França ainda é inverno, eles mandam os pratos mais apropriados para essa estação. Eu, que adoro uma sopinha, não me importo de publicá-la mesmo "fora de época". Voilà.


MINESTRONE AO PESTO

100g de vagem cortada em pedaços pequenos
2 cenouras cortadas em rodelas
1 abobrinha cortada em rodelas
1 alho-poró fatiado
1 bulbo de salsão (aipo) picado
2 tomates picados
3 dentes de alho picados
100g de macarrão de corte pequeno (próprio para sopa)
1 ramo de salsinha
1 folha de louro
1 ramo de tomilho
5 a 6 folhas de manjericão
3 colheres (sopa) de pesto pronto
40g de parmesão ralado
Sal e pimenta

Numa panela grande, ponha todos os ingredientes (menos o macarrão, o parmesão, o pesto e as folhas de manjericão). Refogue por 5 minutos e junte 2 litros de água. Salgue e apimente, cubra e deixe ferver por 20 minutos. Junte o macarrão e deixe cozinhar por 10 minutos. No final do cozimento, junte as folhas de manjericão, o pesto e o parmesão ralado. Sirva. Bon appétit!




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